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UX ResearchUX Design2016

Logistics Worldwide

UX/UI · Active Tracking Platform

A Flex precisava de uma plataforma para rastrear cargas no mundo todo usando LTUs (Logical Tracking Units). O desafio: seis usuários completamente diferentes dependeriam do mesmo sistema, cada um com objetivos distintos, janelas de decisão diferentes e tolerâncias à complexidade incompatíveis.

PapelPesquisa UX, definição de personas, mapeamento de jornada, arquitetura de informação, design de interface e especificação visual.

Logistics Worldwide: UX Research, UX Design
Impacto no negócio

Seis personas definidas e mapeadas com objetivos e padrões de interação distintos.

Logistics Worldwide: UX/UI · Active Tracking Platform

Uma plataforma para seis pessoas muito diferentes

A Active Tracking Platform (ATP) precisava servir seis perfis ao mesmo tempo: a Flex como provedora do serviço, o Admin para visibilidade multinacional, o Logistic Analyst para decisões operacionais, o Shipper para escanear códigos de barras, o Receiver para acompanhar chegadas em tempo real e o Carrier gerenciando transporte e atrasos.

O desafio não era apenas construir um conjunto de funcionalidades — era entender que cada perfil tinha uma relação completamente diferente com os mesmos dados. O Admin quer uma visão por país. O Analyst precisa agir rápido em exceções. O Shipper só precisa escanear e registrar. Desenhar para um era fácil. Desenhar para os seis sem fazer a interface parecer seis produtos diferentes costurados — esse era o problema real.

Infográfico completo do fluxo do sistema ATP mostrando a jornada de rastreamento de carga — do onboarding do novo cliente pelo registro da LTU, embarque, entrega mundial e devolução — com métricas da Fase 1: 2K LTUs disponíveis, 25 embarques por dia, 1 a 7 dias de lead time médio, 1 a 50 paletes por embarque.

Mapeando a jornada do Analista de Logística

O Logistic Analyst era a persona mais exigente: alguém que usa a plataforma diariamente, em sessões curtas e intensas, de um notebook, que precisa tomar decisões rápidas e identificar atrasos antes que escalem.

O mapa de jornada decompôs nove objetivos em ordem de importância — de "Onde estão minhas cargas?" e "O que chega hoje?" até gerenciar saúde das LTUs, performance de transportadores e preferências do sistema. Cada objetivo foi vinculado a um conjunto de funcionalidades primárias e secundárias, tornando a priorização de features um resultado direto da pesquisa — não uma negociação com stakeholders.

Essa distinção entre funcionalidades primárias e secundárias foi crítica: ela moldou a hierarquia de informação do dashboard e garantiu que as respostas mais importantes estivessem sempre a um clique — não enterradas em um relatório.

Mapa de Jornada do usuário Logistic Analyst — 9 objetivos listados em ordem de importância (Onde estão minhas cargas? O que chegará hoje? O que está atrasado? Quanto inventário está em trânsito? Gerenciar saúde das LTUs, performance de transportadores, embarques, waypoints e preferências do sistema), cada um mapeado para funcionalidades primárias e secundárias da plataforma.

Desenhando o sistema, não apenas as telas

O infográfico do fluxo completo do sistema tornou a complexidade visível antes de qualquer decisão de interface. Ele mapeou cada ator, cada ponto de contato e cada transferência de dados — desde o momento em que um novo cliente entra em contato com a Flex, passa pelo registro da LTU e escaneamento de código de barras, até o embarque mundial e a entrega final.

A camada AWS Cloud no centro do fluxo não era um detalhe técnico — era o princípio organizador. Cada perfil se conecta a ela de forma diferente: Shippers enviam dados via API, Analysts puxam insights e alertas, Receivers confirmam chegadas, Carriers geram eventos de movimentação.

Desenhar nesse nível primeiro significava que as decisões de interface a seguir tinham razão de ser. A estrutura de navegação seguiu os perfis de ator. Os widgets do dashboard seguiram a frequência de decisão. A lógica de alertas seguiu as exceções que de fato custam dinheiro.

Superfícies de decisão, não exibições de dados

O maior erro de UX em interfaces de logística é tratá-las como ferramentas de relatório. Uma tela cheia de dados não é útil se obriga o usuário a interpretar antes de agir.

Cada tela foi desenhada em torno de uma pergunta central: que decisão essa pessoa precisa tomar agora? Para o Analyst, a visão macro no mapa responde "onde estão minhas cargas". O relatório de atrasos responde "o que está em risco hoje". A visão de performance do transportador responde "devo confiar nessa rota amanhã".

A hierarquia visual foi construída para mostrar a resposta antes dos dados — status, depois prioridade, depois detalhe sob demanda.

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